No dia 22 de novembro, quando o relógio assinalou as 9h, saímos da nossa sala de aula e dirigimo-nos para o portão da escola, onde estava um autocarro à nossa espera para nos levar ao Museu de Angra do Heroísmo.
Quando chegámos ao Museu já estava uma senhora à nossa espera. Primeiro levou-nos a uma sala onde podíamos ver a miniatura de uma caravela. A caravela é um barco que os marinheiros portugueses usavam há muitos anos atrás. Nas velas deste barco costumava ter uma cruz vermelha para o identificar como português.
A senhora contou-nos uma história de tempos muito antigos com marinheiros portugueses. Ficámos a saber que os marinheiros usavam lenços na cabeça para se protegerem do sol; que chegavam a comer carne putrefacta, que era mantida em salgadeiras; que bebiam vinho, que era mais vinagre do que vinho, pois a água depois de armazenada muito tempo em barris ficava a saber a madeira. A senhora também nos disse que, antigamente, os marinheiros pensavam que no fim do mar havia monstros que os cuspia para o inferno. Mas, mesmo assim, eles aventuravam-se e iam descobrir novas terras. Chegaram à Índia e trouxeram de lá especiarias para tornar a carne mais saborosa. A senhora deu-nos um pouco de canela para podermos sentir como cheirava bem. Numa das suas viagens, os marinheiros viram um pássaro a voar pelo céu e pensaram que era um açor. Como encontraram umas ilhas ali próximo chamaram essas ilhas de Açores. Afinal, mais tarde, viram que o pássaro era um milhafre.
De seguida fomos para outra sala onde estavam instrumentos de trabalhar a terra. Nesta sala a senhora falou-nos dos animais que foram trazidos para as nossas ilhas – Açores. Mostrou-nos imagens de vacas, galinhas, ovelhas, cabras, cães, gatos…
Depois estivemos em várias salas onde vimos objetos, como por exemplo armaduras de guerreiros, cómodas, carruagens…
A senhora levou-nos a uma igreja de um convento Franciscano. Falou-nos de S. Francisco que era muito amigo dos animais e ajudava muita gente.
Ficámos a saber que aquela igreja tinha sido decorada com madeira que era pintada ou forrada com uma camada muito fina de ouro, porque na altura já não havia dinheiro. A esta arte de decorar dá-se o nome de Barroco.
No final, fomos até um edifício onde estivemos a fazer enfeites para a árvore de Natal. Depois lanchámos leite com bolachas e estivemos a fazer um jogo.
Por volta das 13h fomos até ao autocarro e regressámos à nossa escola muito satisfeitos.
Turma do 3º ano
EB1/JI Irmãos Goulart, Fontinhas

—————